Notícia

O que são práticas espíritas
O Espiritismo é uma ciência de observação que se baseia em fatos objetivos para determinar a veracidade das ideias. Por exemplo, se um corpo cai quando solto no ar e isso acontece todas as vezes, então não precisamos ter dúvidas que o fato demonstra que há uma força que os atrai – a força da gravidade. É o que observa a ciência da física.
 
O Espiritismo como ciência de observação estuda a natureza do Espírito imortal e a sua relação com o mundo espiritual e material.
 
No que tange à observação da relação com o mundo invisível, Allan Kardec ofereceu-nos toda a instrumentalidade necessária para observarmos os fatos espíritas, especialmente em O Livro dos Médiuns, bem como nas demais obras básicas. 
 
Por isso, hoje temos uma série de instrumentos que envolvem as atividades mediúnicas que desvendam o mundo espiritual. Temos também uma série de informações sobre o funcionamento do mundo espiritual e a sua relação com o mundo material, não apenas obtidas por Allan Kardec e publicadas nas obras básicas e na coleção da revista espírita, como também as oferecidas pela mediunidade de médiuns brasileiros como Francisco Cândido Xavier pelo Espírito André Luiz, de Yvone Pereira, pelo Espírito Camilo Castelo Branco e de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dentre outros. 
 
Entretanto, o Espiritismo é também uma ciência de observação dos fenômenos interiores do Espírito imortal, que objetivam o seu aperfeiçoamento intelecto-moral pelo método do autoconhecimento tão bem desenvolvido pelo Espírito Santo Agostinho nas questões 919 e 919-a de O Livro dos Espíritos.
Com relação à questão do autoconhecimento, podemos fazer uma ilação que prática espírita é toda aquela que dá instrumentalidade para o Espírito domar as suas más inclinações, conforme orientação de Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.”
 
Portanto, em se tratando do Espiritismo, no que tange à questão da observação, interessa estudar a natureza intelecto-moral do Espírito. Isso acontece pela ciência da auto-observação sobre como o Espírito lida com as suas questões intelectivas e morais, para que haja o grande objetivo preconizado por Allan Kardec.
 
Toda prática de auto-observação que oferece instrumentalidade para o Espírito domar as suas más inclinações é uma prática espiritual, não necessariamente espírita. Pode ser espírita ou não, tais como as práticas psicológicas que nos auxiliam a desenvolver as virtudes, como as oferecidas pela Psicologia Consciencial e pela Psicologia Positiva.  
 
A partir destas considerações iniciais podemos classificar as práticas espírita e não espíritas.
 
PRÁTICAS ESSENCIALMENTE ESPÍRITAS
 
São as práticas constantes do opúsculo Orientação ao Centro Espírita, do CFN/FEB, tais como o passe, as reuniões mediúnicas, o atendimento fraterno, a evangelização espírita infanto-juvenil etc. 
 
PRÁTICAS NÃO ESPÍRITAS COM INTERFACE
COM O ESPIRITISMO APLICÁVEIS NO MOVIMENTO ESPÍRITA
 
As técnicas de visualização, de reflexão, de dinâmica de grupo para desenvolver afetividade, liderança, trabalho em equipe, cooperação etc. são técnicas psicológicas cujo objetivo é o de nos auxiliar a praticar as Leis Divinas, pelo desenvolvimento das virtudes cristãs, especialmente o autoamor, o amor ao próximo, a afetividade, a fraternidade, a cooperação, a capacidade de liderança etc.  
 
São técnicas que favorecem o autoconhecimento, o conhecimento do outro, a auto-observação amorosa e a domar as más inclinações, sendo muito bem-vindas em atividades específicas, tais como em congressos, encontros, oficinas etc, para que nós espíritas possamos ser auxiliados a desenvolver as virtudes cristãs. 
 
Como não são técnicas espíritas não devem ser utilizadas nas atividades cotidianas do Centro Espírita, cujo objetivo é de disseminar as práticas essencialmente espíritas. 
 
PRÁTICAS NÃO ESPÍRITAS COM INTERFACE COM O ESPIRITISMO,
MAS QUE NÃO SÃO APLICÁVEIS NO MOVIMENTO ESPÍRITA
 
Existem várias práticas que não são espíritas em que ocorre uma interface com o Espiritismo, mas não são adequadas ao Movimento Espírita, como, por exemplo, a transcomunicação instrumental. Ela é alinhada com o Espiritismo porque ajuda na comprovação da imortalidade da alma. A regressão de memória a existências anteriores é outra prática não espírita que está alinhada com o Espiritismo, porque comprova a existência da reencarnação e a imortalidade da alma, mas o seu foco é realizar um processo terapêutico que somente é cabível de ser realizado no consultório de um médico psicoterapeuta ou psicólogo devidamente habilitado para isso e jamais devem ser feito no âmbito do Centro Espírita. 
 
PRÁTICAS NÃO ESPÍRITAS, MAS QUE SÃO ESPIRITUALISTAS
SEM INTERFACE COM O ESPIRITISMO
 
São práticas de outras religiões orientais e ocidentais, como as do budismo, do hinduísmo, evangélicas e outras. 
 
PRÁTICAS QUE SE DIZEM ESPÍRITAS, MAS SÃO ANTIDOUTRINÁRIAS E,
PORTANTO, NÃO DEVEM SER APLICÁVEIS NO MOVIMENTO ESPÍRITA
 
São práticas que não estão de acordo com as Leis Divinas naturais, mas que se atrevem a dizer que são espiritistas. Confundem, negam e distorcem o pensamento espírita. Em sua maioria são práticas originadas no mediunismo, tais como a corrente mentomagnética, apometria, trabalhos de cura, dentre outras.
 
PRÁTICAS PSICOLÓGICAS NÃO ESPÍRITAS
E NÃO ADEQUADAS AO MOVIMENTO ESPÍRITA
 
São práticas psicológicas que auxiliam as pessoas a se tornarem melhores, como as psicoterapias em geral e a psicoterapia de grupo. Para essa prática há necessidade de um profissional habilitado que conduzirá um indivíduo ou um grupo de pessoas, com conflitos semelhantes, a resolvê-los. Envolve uma periodicidade, normalmente semanal, e o conduzimento pelo profissional de técnicas e outros instrumentos para que os conflitos pessoais sejam expostos e resolvidos ao longo de várias sessões.
 
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