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Confira o artigo de Alírio de Cerqueira Filho publicado no Reformador da FEB
A ERA DOS PROJETOS ILUMINATIVOS
 
No livro Momentos de Harmonia, mensagem Projetos Iluminativos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, a Mentora Joanna de Ângelis faz uma proposta para o Movimento Espírita implementar projetos iluminativos que atualizem os conceitos imortalistas. Vejamos um pequeno trecho da mensagem:
 
As sombras densas, que parecem teimar, em predomínio na consciência cultural da Terra, lentamente cedem lugar às claridades novas, que ensejam a compreensão profunda do homem na sua realidade intrínseca e gloriosa, a um passo da sua destinação triunfal.
 
As estrelas luminíferas do saber ampliam-lhe os horizontes da existência, propiciando-lhe o encontro da sua identidade em perfeita consonância com a finalidade transcendente da sua experiência corporal.
 
Espírito eterno, o homem se encontra, na atualidade, diante do grande e definitivo desafio existencial.
 
Equipado pelo conhecimento, dispõe dos recursos adequados para solucionar os aparentes e antes perturbadores enigmas, que se lhe apresentavam em complexas expressões destruidoras.
 
Com a contribuição valiosa do Espiritismo, ele descerra o véu da ignorância e compreende os objetivos da vida, estabelecendo programas que não se encerram no túmulo, por saber que o corpo é um instrumento transitório para alcançar a meta feliz a que está destinado.
 
Antes, discordando da fé religiosa, diante das conquistas da inteligência e da razão, logra, na atualidade, colocar em perfeito equilíbrio estes valores, a serviço de uma fé que pode ser demonstrada no laboratório das experiências paranormais.
 
Para este logro, Allan Kardec realizou a saga monumental de colocar a inteligência e os recursos da Ciência do seu tempo a serviço da investigação da sobrevivência, do inter-relacionamento entre os Espíritos e os homens, da reencarnação e da justiça divina, em palavras últimas, da existência do Mundo Espiritual.
 
Seu trabalho ímpar abriu espaços para novas investigações na área paranormal, que vieram apenas confirmar as suas excelentes conclusões.
 
Lentamente, à medida que se aperfeiçoaram os métodos de investigação, foram criadas ciências com objetivos de aprofundar a sonda da pesquisa no organismo do ser, constatando que o homem não é somente a constituição celular, mas um complexo no qual o ser real é preexistente ao berço e sobrevivente à tumba.
 
Ciência experimental, por sua vez, o Espiritismo faculta a contribuição das diversas ciências que se associam para a grande realização do ser imortal.
 
A fim de dar prosseguimento ao elevado mister de libertar o homem das suas paixões primitivas, fazem-se necessários projetos iluminativos que atualizem os conceitos imortalistas, em face da extraordinária contribuição das doutrinas científicas contemporâneas. (Grifos nossos)
 
A Mentora Joanna de Ângelis conclama-nos claramente a implementar Projetos Iluminativos, utilizando a contribuição das doutrinas científicas contemporâneas para atualizar os conceitos imortalistas legados por Allan Kardec.
 
É o momento da aliança entre a ciência e a religião, um dos grandes objetivos da Doutrina Espírita para a regeneração da Humanidade, conforme Allan Kardec reflete em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo I, item 8: “Aliança da Ciência e da Religião”.
 
Como diz a Veneranda Joanna, estamos vivenciando uma etapa do grande e definitivo desafio existencial, para a qual o Espiritismo apresenta as respostas, por ser uma Doutrina que descerra o véu da ignorância e compreende os objetivos da vida.
 
Somos convidados, portanto, a estabelecermos programas para a utilização dos conteúdos espíritas em nossas vidas. Para isso, são necessários Projetos Iluminativos bem elaborados que sejam implantados nos órgãos de unificação e nos Centros Espíritas.
 
Continuemos, a seguir, com a Mentora explicando como fazer isso:
 
Penetrar o bisturi da investigação honesta, no campo das revelações espíritas, é o compromisso que assumiram os novos obreiros do Senhor, que reencarnaram com o objetivo de dar prosseguimento aos trabalhos que, momentaneamente, ficaram interrompidos com a sua desencarnação, relativamente em tempos próximos passados...
Os anteriores investigadores psíquicos dos fenômenos paranormais, em variadas áreas, abriram portas, antes, para a comprovação do ser integral – Espírito, perispírito e corpo – agora se encontrando, de retorno, com os instrumentos da informação e da fé espírita, para enfrentar com segurança o cepticismo, a crueldade, a indiferença, a desonestidade e os seus fâmulos, que corrompem o indivíduo e perturbam a marcha do progresso da Humanidade. (Grifos nossos)
 
Mas o que é um Projeto Iluminativo envolvendo a Doutrina Espírita? Entendemos, a partir da orientações da Mentora, que um Projeto Iluminativo é uma proposta para adequação da virtuosa tarefa do Centro Espírita para com a Humanidade, realizando a sua tarefa fundamental de promover o Espírito imortal, estudando a sua realidade e trabalhando pela sua moralização. Isso acontece somente quando o Centro Espírita encontra-se bem estruturado e fundamentado nas bases estabelecidas por Jesus e Allan Kardec.
 
O papel fundamental do Centro Espírita é o de proporcionar o conhecimento da Doutrina Espírita, cujo propósito maior é dissolver o materialismo dominante no planeta, levando o indivíduo a buscar a sua realidade transcendente.
 
Diante dessa realidade, os trabalhadores dos Centros Espíritas, das Instituições Federativas e de seus respectivos órgãos regionais têm o compromisso consciencial de compreender e promover o conhecimento espírita no seu real significado. Para isso, não basta participar das atividades cotidianas de um Centro ou de um órgão de unificação; é fundamental promover o pensamento espírita com base nos estudos que a revelação espírita oferece.
 
Um Projeto Iluminativo tem o papel de se centrar nas Leis Morais para que haja a elevação de pensamentos e sentimentos, com o objetivo maior do desenvolvimento das virtudes em sintonia com as revelações dos Espíritos superiores, conforme exarado na questão 627 de O Livro dos Espíritos:
 
Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?
“Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leis sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.” (grifos nossos)
 
Esta resposta que os Benfeitores da Humanidade oferecem a Allan Kardec é muito significativa, pois traz um resumo do significado da Doutrina Espírita em nossas vidas, colocando-a como parte do Projeto Iluminativo de Jesus para a Terra.
 
Jesus utilizou a linguagem simbólica, pois a Humanidade ao tempo que esteve entre nós ainda não estava preparada para toda a verdade, uma vez que se achava na infância espiritual; por isso o Mestre falou de uma forma alegórica a fim de que as ideias superiores não fenecessem naquele momento. As palavras de Jesus são consideradas palavras de vida eterna, porque foram proferidas de forma simbólica para todas as épocas da Humanidade.
 
Agora, chegou o momento, como dizem os Benfeitores, para que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que as Leis Divinas sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam.
 
A missão dos Espíritos superiores é “abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas”, porque toda a ideia que não vier diretamente das reflexões acerca das Leis Divinas, ou seja, que não for refletida com base nelas, é uma ideia pessoal, muitas vezes distorcida e deturpada, e, consequentemente, não leva as pessoas à Verdade.
 
O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos. Os ensinamentos dos Espíritos superiores que nos legaram a Doutrina Espírita devem ser estudados com clareza e assertividade nos Centros Espíritas, porque como dirigentes e trabalhadores, líderes responsáveis por levar avante o objetivo maior do Espiritismo, somos convidados a oferecer esse ensinamentos ao Movimento Espírita de forma clara sem as intromissões de perspectivas pessoais, conforme eles deixam claro na resposta da questão estudada.
 
Para isso, somos convidados a mergulhar com profundidade nos ensinamentos de Allan Kardec, bem como a refletir sobre o Evangelho de Jesus, extraindo dos símbolos nele contido, as orientações cristãs sobre como as Leis Divinas se manifestam.
 
Somente assim promoveremos, no Centro Espírita, o sentimento do Espírito imortal, criado para cumprir as Leis Divinas, exercitando as virtudes cristãs. Ninguém deve pretextar ignorância dessa realidade e todos devem julgar e apreciar com a razão.
 
A base para um Projeto Iluminativo, portanto, são as Leis Divinas que estão na consciência de cada Espírito. Somos convidados a investigar essas Leis e praticá-las por meio das virtudes cristãs, conforme as referências claras que temos em O Livro dos Espíritos nas perguntas 614, 619 e 621.
 
Como os Espíritos dizem o grande objetivo da Doutrina dos Espíritos é preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Todos estamos sendo convocados pelos Espíritos superiores para a grande obra de regeneração, engajarmo-nos definitivamente no grande Projeto Iluminativo de Jesus para a Humanidade, por meio da Doutrina Espírita.
 
Alírio de Cerqueira Filho
Vice-presidente da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso (Feemt)
 
(Artigo publicado na edição de setembro de 2016 do Reformador, periódico da Federação Espírita Brasileira)
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